domingo, 17 de janeiro de 2016

Moral

Tenho percebido que a medida em que envelheço, mais descubro quem sou. Em um ato de amor próprio, alguns diriam até narcisista, me delicio ao descobrir minhas capacidades emocionais. De fato, ser adulto implica pensar diferente de quando se era criança. Aqueles sentimentos que me atormentavam, o medo, a insegurança, a covardia... Tudo isso passou a ser visto sob uma nova perspectiva. Não tenho mais medo de ficar sozinho. Tenho medo de não poder ser quem sou; Não me sinto inseguro diante de uma prova ou ambiente novo. Me sinto seguro para trilhar meus caminhos, mesmo sabendo que ainda tomarei estradas erradas até que encontre meu objetivo; Não me acovardo mais diante daquilo que me tira o conforto emocional. Resolvo sem botar panos quentes, ao menos quando me dão liberdade para tal.

E é no cotidiano, ao lidar com tantos outros adultos,ao lidar com questões familiares e profissionais sem ser visto como alguém que deve ser protegido pela menoridade, percebo que lido com seres humanos que passaram pelo mesmo que eu, de maneiras diferentes. As qualidades desenvolvidas por cada um são diferentes das minhas e eu perfeitamente entendo que ninguém é melhor ou pior por isso. Apenas diferentes. 

Certa vez, alguém me disse que meu caráter é duvidoso. Após muito refletir, e usar este comentário para meu crescimento pessoal, consertando aqueles pontos em que de fato ela estava certa, começo a perceber que pessoas diferentes vivem de morais diferentes. O que é um erro grave para um, não é para o outro. Mas, afinal, isso é o que torna o mundo belo e diverso. A chave, então, para a boa convivência, entre pessoas com morais diferentes que precisam conviver, se chama respeito mútuo.

Isto é tudo o que quero. Isto é o que estou disposto a dar. Não acho minha moral superior às outras e abomino quem pensa assim. Vida que segue, ainda que com uma estranha sensação de que nem todo conflito terá solução.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Frustations

Frustration is one of the worst feelings you can ever feel. When bad things happen to you it might hurt but when it happens after a big expectation it makes you feel like a creep, like you're the worthless person in the world. I could say that everything is gonna be fine, that what future holds for me is bigger than my current frustration but I'm so tired of waiting for that never coming future... I want to reach my goals and I want it now although sometimes I think it's impossible for me to reach them. If I only could turn back the time I filled my heart with hope and expectations I would, then perhaps this pain would hurt less.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Oração para Jean

Deus, não sei como me dirigir a ti mas creio que o senhor me compreende. Não sei se devo tratá-lo no singular ou plural, feminino ou masculino, mas sei que tu não te importas com isso. Sendo assim tratar-te-ei da forma como meus pais me ensinaram: Deus. Masculino e singular.

Eu oro a ti pois todas as armas da racionalidade já não são suficientes em me fazer forte. Fui tão brutalmente atingido que somente a fé pode me libertar de tamanha angústia.

Não sei senhor, se estás a provar minha fé ou se possuo tamanha dívida com o universo que mereça passar por tal sofrimento. Mas peço, Deus, com tua infinita misericórdia, compadece-te de mim. Livra-me e protege-me daqueles que buscam fazer-me mal.

Devolve Pai misericordioso, minha alegria de viver, o sorriso de meu rosto e o amor pelas ruas da cidade. Tu sabes como sempre fui encantado pela urbes e hoje me vejo tomado por completa fobia das ruas.

Vê Senhor, o sofrimento de teu filho e cura-o desse trauma que o pegou despreparado e permita-o se esquecer do rosto daquele que o tirou a paz para que não o contemple todas as vezes que fecha os olhos e tenta dormir.

Eu sei que não devo me entregar ao medo e à depressão. Por isso te peço forças para passar por essa provação e sair vitorioso.

Perdão, Deus. Por todo o rancor e sentimentos negativos que tenham passado pelo meu coração. Quero chegar ao fim dessa prova mais humano e mais forte, pois estou certo de que minha jornada não termina aqui.

Ouve meu clamor senhor, e me perdoe por sequer saber fazer uma oração direito, mas a faço de coração.

Amém.

sábado, 19 de julho de 2014

Adeus aos que se foram

"São só dois lados da mesma viagem. O trem que chega é o mesmo trem da partida;" (Fernando Brant & Milton Nascimento)

Certa vez me peguei refletindo sobre aquelas pessoas que passaram por nossas vidas, deixaram uma forte marca, mas que por algum motivo se foram. Não é minha intenção encontrar culpados ou cobrar posicionamentos. Apenas quero externalizar a angústia que isso representa pra mim, familiar e nostálgico que sou.

Quando criança, em meu acalentador microcosmos, pensava que todos fossem eternos. Não havia aprendido a dizer "adeus". As pessoas com quem vivia voltavam para casa ao cair da noite. Aos fins de semana visitava meus parentes, que na verdade eram também meus vizinhos, sabendo que no sábado seguinte estariam lá novamente. De fato, toda a vizinhança se conhecia. Os encontros na rua, típicos dos bairros de periferia, fomentavam amizades, inimizades, convivência. Meus colegas de escola me acompanharam desde o jardim até a oitava série. Deixamos de ser crianças e entramos na puberdade juntos. Quanta vivência construímos e compartilhamos!

Mas o fato é que quando a gente cresce percebe que a vida é feita de encontros e desencontros. Aqueles que seriam eternos talvez não estejam mais lá, ou quem sabe, tenham se tornado secundários. Enfim aprendemos que um "até mais" pode não se concretizar. Hoje aprendi a superar as despedidas e viver sem aqueles que foram importantes para mim. Prossigo meu caminho, ganho o mundo, mas não posso negar que em meu coração existe uma brecha deixada por vocês. Tenho saudades do meu pai, do quarto com o cheiro da minha irmã. Tenho saudades do clubinho do Francisca Malheiros, da queimada na rua. Tenho saudades da vizinhança que deixei. Tenho saudades dos lugares por onde passei, das pessoas que conheci.

Isso é pelo Tupí; Isso é pelo Francisca Malheiros; Isso é por meu pai; Isso é pelo Tio Miguel; Sol; Bruna; Luan; Jéssica; Alice; Larissa; Juliana; Tia Verlaine; Paula; Flávia; Vinícius; Thales;

sexta-feira, 13 de junho de 2014

(#Não) #Vai ter Copa. (#Não) #Está tendo Copa. (#Não) #Teve Copa.

Muita gente me pergunta como eu me posiciono em relação à Copa do Mundo e aos protestos que giram em torno do evento no Brasil. Estou um pouco cansado de ficar construindo argumentos e ao mesmo tempo preciso por pra fora o que penso sobre tudo isso. Penso que um post será a melhor forma de fazê-lo.

Em primeiro lugar eu me posiciono como alguém que acha legítima todas as expressões e fenômenos da sociedade (julgue como fenomenologia ou como você quiser, este não é um artigo acadêmico). Em segundo lugar, penso que o dinheiro (público e da família) que foi investido em minha educação dentro das Humanidades foi muito alto e de alguma forma eu preciso devolver todo esse investimento diferindo meu discurso ao do senso comum. Quero apresentar alternativas de pensamento, diferentes daquelas que já estão postas, seja pela mídia, seja pelos movimentos sociais. Vou explicar.

Pessoalmente, me envolvi muito com os protestos de 2013. Aprendi muito na rua e vejo tudo com um balanço muito positivo.  Acredito que o país amadureceu muito politicamente depois daquele ano. Somos outros. Até aquela época me agradava a ideia de o Brasil sediar um megaevento como a Copa do Mundo FIFA. Eu, como muitos brasileiros, comprei a ideia de que a Copa traria muitos investimentos e seria a copa do povo brasileiro. Com todas as minhas forças eu acreditei. Foi então quando, a apenas um ano do início dos jogos, eu percebi que as obras estavam atrasadíssimas e novamente me vi enganado pela máquina burocrática que é esse país (sem síndrome de vira-lata, por favor). Me indignei. Me senti feito de trouxa. Mas ainda assim, minha vida de universitário de classe média me era bastante agradável. Somente quando participei de uma palestra do COPAC (Comitê Popular dos Atingidos pela Copa) que seria útil na minha pesquisa de TCC e ouvi o sofrimento daqueles que foram diretamente atingidos pela FIFA, que me impulsionei a denunciar os abusos dessa instituição.

Fizemos muito barulho ano passado, como todos vocês já sabem e ganhamos a mídia internacional. Mas em 2014 optei por me afastar das ruas. Tenho trabalhado e estudado muito e não saberia me envolver menos do que me envolvi ano passado. Também não tenho mais estrutura psicológica para aguentar pressão policial, política, de amigos, família e colegas. Eu fui até onde pude. Você pode até me achar um covarde, não me importo. Meu sentimento é legítimo.

Uma vez que me afastei das ruas, decidi acompanhar a Copa do Mundo. Não como torcedor canarinho, mas pela importância do momento político, antropológico e econômico que estamos vivendo e o evento representa. Tomada essa decisão me prometi jamais deslegitimar a ação de manifestantes ou a vontade das pessoas em torcer pela seleção. Quero compreender o que leva as pessoas a quebrarem bancos, carros da polícia e no caso de ontem, a frente da Biblioteca Pública e o Cine Belas Artes, em BH, assim como quero compreender o que leva as pessoas a esse amor incondicional pela camisa verde e amarela.

Então vamos falar de Black Bloc. Como todo mundo já sabe, o Black Bloc não é um movimento que surgiu no Brasil e a galera que promove quebradeira não é desorganizada. Têm um alvo muito específico que são os grandes símbolos do capital. Daí eu me pergunto: “Me faz bem ver esses estabelecimentos sendo destruídos? Eu me sinto em paz com esse clima de guerrilha?” Respondo: “Não gente, eu não me sinto. Fico aflito. Tenho medo”. Mas não deslegitimo. É uma expressão legítima de repúdio ao tanto que somos explorados pelo sistema capitalista. Simplesmente não aceito somar coro a simplificação midiática no termo “vândalos mascarados”. São muito mais do que simplesmente vândalos usando máscaras. Eles deixam uma mensagem sim, quer você goste dessa mensagem, quer você não goste. (Mas aí já é outra discussão). Em relação à Biblioteca e ao Belas Artes, senti muita raiva quando descobri que foram depredados. Depois veio a reflexão: “são espaços de cultura e conhecimento? São. Mas é possível entrar em um desses espaços trajado de forma que não seja aquela típica da classe média? -a qual pertenço mas reconheço ser segregadora.” Apenas notem como nós tratamos as pessoas “mal vestidas” nesses espaços. Depois eu pergunto: “são espaços públicos para todas as pessoas? Não, não são.” Daí eu encontro uma resposta para o ataque a esses espaços, mesmo que pessoalmente, eu não queira que eles sejam destruídos. Lembro também das famílias afetadas pela FIFA. Suas casas também foram destruídas, mas... Quem se importa? Mês que vem esses espaços, assim como os bancos estarão restaurados como se nada tivesse acontecido. E as casas dessas pessoas?

Em relação ao olhar estrangeiro sobre nós, só fica alarmado quem não lê os jornais de fora. Eles estão todos abordando o que está acontecendo aqui, mas em momento nenhum eu leio coisas do tipo “o Brasil é uma bagunça, corram de lá”. Europeus estão mais do que acostumados com protestos violentos. Aquele continente foi erguido sobre sangue de inocentes e vilões. Basta estudar um pouco de História pra saber disso.

Olhando sob a perspectiva da diversão, gosto de ver a abertura (apesar de ter sido chinfrim- mas olha que abertura de Copa do Mundo nunca é espetacular, isso é coisa de Olimpíadas), gosto de falar mal de “We are one” e puxar saco da Shakira. Gosto de falar que casaria com toda a seleção da Itália. Quero encontrar os gringos na Savassi. Pra seleção não ligo. Futebol pra mim é Cruzeiro Esporte Clube (mesmo assim não é sempre que acompanho os campeonatos estadual, brasileiro e libertadores).


Ao terminar esse texto, você pode me achar um tremendo de um hipócrita, em cima do muro, lero lero, por apoiar protestos mas não participar ou por ter perdido meu tesão pela Copa mas ainda assim acompanha-la. Não preciso de aceitação pública, na verdade eu prefiro essa fluidez que me permite analisar diferentes discursos, viver diferentes realidades e construir diferentes posicionamentos ao longo da vida. Eu quebro, eu conserto. Eu amarro, eu desamarro. Eu rabisco, eu apago. Se você quer torcer pela seleção, torça. Se você quer protestar, proteste. Se você quer ficar alheio, fique. É tudo da lei.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Retrospectiva Jean 2013

Bem, decidi escrever esse breve [pelo menos tentarei ser breve] post pra relembrar as coisas que me aconteceram no ano de 2013. Já adianto que esse ano foi extremamente intenso e eu o avalio como um bom ano em minha vida. Mas claro, houveram momentos não tão bons assim.

Acho que posso começar falando sobre minhas duas visitas, em Janeiro em Agosto, ao Rio de Janeiro. Havia muito tempo que eu não visitava o litoral e o fiz nesse ano sob uma nova perspectiva de turismo, junto com meus amigos. Exploramos o máximo possível do que é viver no Rio de Janeiro, as experiências mais sutis e extravagantes e acredito que muito em mim foi mudado nessas viagens.

Outra aspecto positivo nesse ano foi meu avanço na língua inglesa e a sensação de autonomia para partir para outro idioma. Em Março eu tirei meu exame TOEFL. Não foi excelente, mas estou satisfeito com os resultados. Também tive a maravilhosa oportunidade de me comunicar por uma noite em inglês com um grupo de chineses, na segunda visita ao Rio de Janeiro. Isso tudo porém, me faz lembrar de uma situação que me deixou bastante triste nesse ano: eu não conseguir participar do programa TOP CHINA SANTANDER 2014. Tudo porque a universidade não aprovou a participação do meu curso nessa edição. Mas tudo bem, nem tudo sai como a gente espera.

Esse ano me surpreendeu [e a quem não?] pela agitação política. Vou nem entrar em detalhes sobre as Jornadas de Junho e Julho porque é pau pra muito barco, mas foi um ano que cresci muito politicamente. Aprendi muitas coisa com o feminismo, luta de classes, movimento negro e indígena, sobre as questões militares e sobre as pautas esquerdistas. Foi um ano que mudou profundamente minha leitura política sobre os fatos.

No campo acadêmico foi a ano do meu TCC. Eu tive a oportunidade de me aprofundar nas questões da Geografia Urbana e nas abordagens marxista e humanística. Também foi o ano da minha formatura, na qual fui orador da turma [o vídeo tá aqui] e ganhei um lindo anel dos meus avós que guardarei para sempre com muito carinho.

No campo profissional recebi a maravilhosa oportunidade de me juntar, por pelo menos dois meses [espero que mais], ao projeto da Regulação Urbana de Belo Horizonte, na empresa PRODABEL, no qual entrei como estagiário, agora, como funcionário.

Me envolvi em alguns casos no início do ano, mas estou no meu maior período de abstinência. Desde Março não fico com ninguém. Isso é fruto de um momento que me fechei mais e me retive em casa. Pretendo mudar isso em 2014.

Na aparência, engordei bastante em relação a 2012. Meus cachos ganharam mais vida, extrai meus quatro sisos, tirei o aparelho fixo e enfim, coloquei meus primeiros piercings.

Conquistamos algumas coisas aqui em casa. Minha mãe comprou um carro e estamos em uma situação econômica estável.

No campo religioso, visitei um terreiro de umbanda pela primeira vez e gostaria de voltar. Estou tentando encontrar um próximo a minha casa.

Graças aos deuses não perdi nenhuma pessoa próxima nesse ano, contudo, vários amigos perderam parentes nesse ano. Fui a muitos velórios. Essa pra mim, foi uma das situações mais tristes desse ano. Espero que 2014 guarde boas vivências para mim e para todos que quero bem.

domingo, 25 de agosto de 2013

De volta ao Rio de Janeiro

Fico feliz por voltar a fazer um post sobre o Rio de Janeiro. Essa cidade realmente conquistou meu coração e não perderei uma única oportunidade de revisitá-la sempre que possível. E é exatamente por ter visitado o Rio mais uma vez que volto a escrever sobre minhas impressões sobre a cidade e sobre os acontecimentos dessa nova viagem.

Eu conheci o Rio no início desse ano (falei sobre essa viagem nesse post) e sabia que logo eu voltaria a visitar essa cidade, só não imaginava que seria tão em breve, já no mês de Agosto. Mas não faz mal. Na verdade fiquei muito contente por ter a oportunidade de terminar o roteiro de lugares a conhecer que não consegui cumprir na primeira vez. (Apesar de ter faltado ainda a Escadaria Selarón e a Cafeteria Colombo).

Foi uma curta estadia. 3 noites. Fui com a Marcela e um primo dela, o João. Pegamos um voo em Confins pela manhã do dia 16 com destino ao Aeroporto do Galeão e voltamos na noite do dia 19 pelos mesmos aeroportos. Aí eu já senti uma grande diferença em relação à primeira viagem quando cheguei ao Rio pelo aeroporto Santos Dumont. O Galeão fica na Ilha do Governador, mais ao norte da cidade. Sendo assim, a vista na chegada é da periferia da cidade, do porto e do mar em uma parte não-turística. É bastante diferente da chegada pelo Santos Dumont que dá pra ver a estátua do Cristo, o Pão de Açúcar e as famosas praias da zona sul. Mas eu gostei dessa experiência de conhecer o Rio sob uma outra perspectiva. Só não gostei muito do traslado até Copacabana porque devido ao trânsito e à distância, gastamos quase 2 horas.

Ficamos hospedados novamente em Copacabana só que dessa vez em um hostel mais próximo ao Posto 3, na rua Siqueira Campos. O hostel é o Hercus e eu indico muito. Ao contrário do Pura Vida Hostel, onde nos hospedamos da última vez, o atendimento é extremamente cordial. Inclusive serei obrigado a me redimir em relação ao meu último post a repeito dos atendimentos dos cariocas. Fui muitíssimo bem recebido e atendido em todos os ambientes que frequentei nessa viagem. Foi realmente muito diferente da primeira vez que fui ao Rio, como comentei no último post. Portanto digo que me senti muito confortável pela receptividade carioca desta vez.

Em relação aos lugares que visitamos, novamente ficamos bastantes restritos à zona sul e central. Visitamos o Cristo novamente e os mesmos restaurantes que amamos da primeira vez: Chon Kou, Rota 66 e Monchique Churrascaria. As novidades ficaram por conta do Teleférico do Pão-de-Açúcar, o Parque Lage e o Rio Scenarium. Vou falar de cada experiência separadamente.

Na sexta-feira, quando chegamos, fomos nos encontrar com um grupo de chineses que são amigos da Marcela e estavam no Rio devido ao programa Top Brasil/Top China do Banco Santander. Após fazermos check-in no hostel e arrumarmos nossas coisas fomos de encontro a eles no hotel Windsor, no Leme, onde estavam hospedados. Essa experiência na viagem com os chineses foi muito boa pois, além de ser sempre muito legal conversar com estrangeiros, pude praticar meu inglês e aprender algumas coisinhas da cultura chinesa. Falo no diminutivo pois não tivemos mais que um dia para nos encontrarmos com eles.

Da esquerda para a direita: Elson, eu,
Fred e João, no restaurante Chon Kou.
Ao chegarmos no hotel, ficamos esperando pela Tracy no hall de entrada. Ela é muito amiga da Marcela e logo nos apresentou outros chineses que estavam com ela. Me lembro de nome apenas do Fred, do Elson e do Calton. Mas houveram outros. Uma coisa interessante é que eles se apresentam, como é possível perceber, por nomes ocidentais. Isso porque os nomes chineses, para nós que não somos habituados a eles, não são fáceis de se decorar rapidamente. Então eles escolhem um segundo nome para si na intenção de facilitar a comunicação. Quando chegamos no hotel, eles já estavam de partida para o restaurante chinês Chon Kou (coincidência ser exatamente o restaurante que nós gostamos muito). Sendo assim, aceitamos o convite de nos juntarmos a eles e fomos com um grupo de 40 chineses para lá. A comida no restaurante estava ótima. Alguns pratos eu não comi porque realmente não saberia como lidar com eles por serem muito diferentes. Lá eu conversei principalmente com o Fred e o Elson dos chineses e o João de brasileiro, que foram muito simpáticos e falavam muito e de tudo.

Da esquerda para a direita: João, Fred,
eu, Tracy, (eu esqueci o nome desse
apesar de tê-lo achado super simpático)
e Marcela.
Quando acabamos de jantar, a Tracy nos convidou para irmos com eles para o Rio Scenarium, uma boate que fica na Lapa. Aceitamos o convite e voltamos ao hostel para nos arrumar. Quando chegamos lá pagamos R$35,00 para entrar, mas o ambiente e as músicas da casa estavam excelentes. Nada a reclamar. Dessa vez eram menos chineses, devia ser um grupo de cerca de 20, incluindo os professores. Quando entramos na casa estava tocando forró. Uma professora chinesa, de cerca de 50 anos, pediu pra nós brasileiros ensinarmos as danças típicas daqui. Então eu dancei forró com ela e foi super divertido pois a corporeidade dela não está habituada aos nossos ritmos. Dançamos também samba, pagode e um tanto de outros ritmos da MPB.

A cada música os chineses perguntavam que ritmo era e sobre o que a música falava. Eu achei legal a forma como eles se interessaram pelas nossas coisas. Por certos momentos, eles eram quase celebridades na casa pois todos queriam sambar com eles. A Tracy sambou incrivelmente bem para uma pessoa que nunca veio ao Brasil. Os outros não conseguiram pegar o passo muito bem, mas tenho certeza que se divertiram bastante.

No Morro da Urca.
No sábado fomos ao teleférico do Pão de Açúcar. Pagamos um taxa de cerca de R$25,00 (preço para estudantes). A fila do teleférico é bem grande mas anda bem rápido. Primeiro há uma parada no morro da Urca, onde ficam vários restaurantes e depois uma segunda parada no Pão de Açúcar. Eu achei a vista muito bonita. Porém, ao contrário do que muitos dizem, não a achei mais bonita que a vista do Cristo. Na verdade não consigo eleger uma melhor. Gostei muito de ambas. O teleférico dá um certo medo porque ele balança muito, mas ainda assim é bem legal.



Em frente ao palacete do
Parque Lage.
À noite fomos ao restaurante mexicano Rota 66 em Ipanema. Eu adoro aquele lugar mas como estava sem muito dinheiro não pedi uma das deliciosas quesadillas de lá. Dividi um prato de nachos com frango, tomate, creamcheese e pasta de abacate com a Marcela e o João. Estava muito gostoso mas era enjoativo comer muito.

No domingo fazia muito frio e choveu um pouco. Nos agasalhamos bem e fomos visitar o Parque Lage. O parque é extremamente lindo, a paisagem do palacete com o Corcovado é inigualável. No dia em que estivemos lá havia uma exposição de uns espelhos que ficavam girando e outros no chão. Não faço ideia do que signifique, mas achei legal. Gravei um videozinho do espelho que gira aqui. Logo depois de sairmos do parque fomos ao Cosme Velho pegar o bondinho pro Cristo. Pagamos uma taxa de R$23,00 (preço pra estudante também). Filmei um cadinho da subida pro Cristo no bondinho também aqui e aqui. Filmagem super profissa, soqn. Dessa vez o Cristo não me atacou com jatos de água e vento, como da última vez. (Quem leu meu último post sabe o que aconteceu).

Gostei muito dessa foto
em cima de um espelho
colocado no chão.
Na segunda-feira fizemos o check-out no hostel ainda pela manhã e almoçamos no Monchique. Comida
mega barata como sempre, mas dessa vez não achei tão gostosa quanto das outras vezes que fui. Mas tudo bem.

Pegamos um frescão na orla de Copa indo pro Galeão. Me despedi do Rio com aquela sensação de que a cidade estará ali, acolhedora e ao mesmo tempo imponente pra quando eu quiser voltar. Até a próxima, Rio!